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BMW Group debate o futuro do setor dos transportes no Portugal Smart Cities Summit
Tue May 12 20:40:05 CEST 2026 Informação à Imprensa
O BMW Group promoveu hoje uma talk de enorme relevância no Portugal Smart Cities Summit1, evento que decorre na Feira Internacional de Lisboa (FIL) até 14 de maio. Sob o tema “European Automotive Regulation: Really smart and green or do we need to consider new paths?”, especialistas e decisores políticos reuniram-se para debater os grandes desafios, oportunidades e o equilíbrio necessário entre sustentabilidade, inovação e competitividade no setor automóvel europeu.
Contato de imprensa.
Joao Trincheiras
BMW Group
Tel: +351-21-487-3080
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Autor.
Catarina Loureiro
BMW Group
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Indústria Automóvel Europeia em Transformação: Desafios e Oportunidades
O setor dos transportes enfrenta hoje uma crescente pressão política e económica. As metas para a descarbonização são cada vez mais ambiciosas, ainda que os custos da energia, veículos e infraestruturas continuem a subir, agravados por tensões geopolíticas que acrescentam incerteza. Nesse contexto, a indústria automóvel europeia debate como encontrar um caminho sustentável e equilibrado para todos, que garanta a competitividade do setor, sem comprometer a sua capacidade de crescimento e inovação. Embora a eletrificação seja muitas vezes vista como a solução dominante, cresce a consciência de que uma transição eficaz exigirá uma abordagem diversificada, integrando diferentes tecnologias e ritmos de adaptação para conciliar metas climáticas com competitividade industrial.
Nesse sentido, e durante o arranque do debate, foi salientado que a descarbonização exige um esforço conjunto, que deve priorizar o desenvolvimento das capacidades industriais europeias, evitando o regime outsourcing das cadeias de fornecimento que enfraqueceria a indústria local. A transição deve ser assim feita de forma ponderada, reconhecendo que não é possível avançar demasiado depressa sem comprometer a resiliência económica. Portugal foi apresentado como um exemplo a seguir, destacando-se como um dos mercados de veículos elétricos com maior crescimento na Europa, resultado do forte investimento em infraestruturas de carregamento público e apoios fiscais significativos - incentivos estes que ainda não se verificam em toda a Europa.
Diversificação tecnológica e transição gradual
Apesar do progresso tecnológico ser considerado adequado, especialmente no que diz respeito à eletrificação, existem desafios significativos em termos de infraestrutura e adaptação dos consumidores, o que reforça a necessidade de uma abordagem regulatória mais flexível e abrangente. A rápida eletrificação enfrenta limitações práticas, como a disponibilidade e acessibilidade das infraestruturas de carregamento e a variedade de necessidades dos consumidores em diferentes regiões.
Apostar exclusivamente na eletrificação até 2035 poderá ser, segundo Thomas Becker – Senior Vice President Governmental Affairs do BMW Group, demasiado restritivo:
“Não devemos colocar todos os ovos na mesma cesta”. A indústria precisa de manter uma abordagem aberta, que inclua uma diversidade de soluções tecnológicas para responder às diferentes realidades dos países europeus. Essa flexibilidade é essencial para garantir uma transição eficaz, que concilie metas ambientais com a competitividade industrial e a aceitação social.
Na perspectiva de Becker, a regulamentação deve permitir que diferentes tecnologias coexistam e evoluam, adaptando-se às necessidades específicas de cada mercado, promovendo não só a eletrificação, mas também soluções híbridas e outras tecnologias emergentes, garantindo assim uma transição sustentável e inclusiva para o setor automóvel.
A visão do mercado português
Em Portugal, onde a idade média do parque automóvel ronda os 14,5 anos, a modernização e a adoção de soluções híbridas plug-in são essenciais para cumprir as metas de redução de emissões e evitar pesadas multas aos fabricantes automóveis. Para tal, incentivos mais robustos são necessários para acelerar esta transição, garantindo que todas as soluções coexistam e contribuam para os objetivos climáticos. Durante a conversa foi também mencionado o crescente aparecimento de marcas chinesas no mercado, prevendo-se que nos próximos anos a quota de mercado asiática aumente consideravelmente em território europeu - um desafio acrescido a uma indústria que luta para manter a sua competitividade e sustentabilidade:
“O parque automóvel português é envelhecido, com uma média de idade entre os 13 e os 14 anos de idade. Os incentivos atuais ainda não são suficientes para renovar eficazmente este parque, não permitindo a qualquer cidadão ter acesso a veículos elétricos ou eletrificados. Ainda assim, temos assistido a uma crescente penetração das marcas chinesas no mercado europeu. Estas marcas, muitas vezes com preços competitivos e alinhadas com as novas legislações, estão a ganhar quota de mercado a um ritmo acelerado, representando já cerca de 7% do mercado na UE. Para garantir a sustentabilidade e competitividade da indústria nacional e europeia, é fundamental implementar mecanismos que reforcem a posição dos fabricantes locais, promovendo diretamente a renovação do parque automóvel, bem como o investimento na circularidade de materiais e baterias in-situ.” - Hélder Barata Pedro, Secretário-Geral da ACAP
O papel da digitalização e da indústria portuguesa
O debate destacou ainda a importância da digitalização como ferramenta fundamental para aproximar as ambições de sustentabilidade da realidade prática. A monitorização em tempo real da saúde das baterias e a análise do comportamento dos utilizadores permitem otimizar o desempenho e reduzir emissões, um aspecto ainda pouco explorado na regulamentação atual da União Europeia.
“A digitalização é a ponte entre as ambições de sustentabilidade e a implementação no mundo real. Os dados transformam ideologias em integração prática, permitindo monitorizar e otimizar o desempenho dos veículos. É fundamental que a regulamentação acompanhe essa complexidade para que possamos manter os empregos e o valor acrescentado na Europa.” afirmou Christine Marconcin Legl, Chief Operating Officer da Critical TechWorks
Já a indústria portuguesa, que produz cerca de 300 mil carros por ano, tem um papel importante na cadeia europeia de fornecimento automóvel. Contudo, os fornecedores nacionais estão preocupados com o futuro e a necessidade de uma visão global e resiliente que contemple a reutilização e reciclagem de materiais e baterias. A abertura a novos mercados, como a Índia ou o recente acordo Mercosul, são vistos como essenciais para garantir a competitividade da indústria europeia num cenário global.
“Em Portugal, estamos preocupados com o futuro da indústria automóvel, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade e à competitividade. É fundamental que as políticas europeias considerem a realidade dos mercados e promovam incentivos que ajudem a renovar o parque automóvel, garantindo que ninguém fique para trás nesta transição.” Gonçalo Lage, Deputado do PSD e Coordenador do grupo da Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação
Impacto social e o futuro da mobilidade
Quanto ao impacto social, foi sublinhado que milhares de postos de trabalho foram eliminados nos últimos anos e que as políticas públicas ainda não têm conseguido compensar estas perdas. A transição deve ser gerida de forma a garantir que trabalhadores e empresas não sejam deixados para trás, promovendo o desenvolvimento tecnológico e económico sem mudanças indesejadas.
No que respeita às tecnologias emergentes, a diversidade de opções no mercado é apontada como o caminho correto. A introdução de veículos a hidrogénio dentro do BMW Group, por exemplo, está prevista para 2028 com o BMW iX5 a liderar esta inovação. Entre o painel de oradores, foi geral o sentimento de que o Hidrogénio é uma forte aposta para o futuro da mobilidade, especialmente na vertente de veículos pesados e de longo curso, por se tratar de uma solução eficiente e de rápido abastecimento. Contudo, o desenvolvimento das infraestruturas inerentes será fundamental para o sucesso destas soluções.
Perspetivas e Sustentabilidade no Setor Automóvel: Um Diálogo Essencial
Ao longo de 1h30, e entre um painel de oradores interessado em abordar as temáticas de uma forma abrangente e com exemplos concretos, a talk tornou-se essencial para compreender os caminhos possíveis para o futuro do setor automóvel na Europa e em Portugal. Esta iniciativa reforçou igualmente o compromisso do BMW Group em participar ativamente na discussão sobre o futuro sustentável da mobilidade, promovendo um diálogo aberto entre indústria, política e sociedade por forma a construir soluções equilibradas e viáveis.
“Portugal é um mercado em rápida evolução, com a combinação certa de condições — indústria e consumidor. Precisamos de mais desta lógica em toda a Europa. Se assim for, estamos confiantes de que o nosso futuro será brilhante. O sucesso não será moldado por escolhas rígidas ou soluções isoladas, mas sim pela capacidade de combinar ambição climática, diversidade tecnológica e resiliência económica de forma equilibrada e realista.” - Thomas Becker, Senior Vice President Governmental Affairs, BMW AG
1 Organizado pela Fundação AIP, o Portugal Smart Cities Summit é o maior marketplace nacional dedicado ao debate e apresentação de soluções pensadas para inovação urbana, sustentabilidade e tecnologia.
Durante três dias, centenas de empresas, startups, municípios, administração pública, universidades, centros de investigação, redes colaborativas e especialistas convidados reúnem-se na FIL, num ambiente que integra quatro áreas temáticas - Living (qualidade de vida e bem-estar territorial), Move (mobilidade e logística inteligentes), Eco (sustentabilidade e ambiente) e Connect (tecnologia e inteligência urbana e territorial) - e três palcos de conferências.
Para mais informações, por favor contactar:
Corporate Communications
BMW Group Portugal
João Trincheiras, Corporate Communications Director
E-mail: Joao.Trincheiras@bmw.pt
Sobre o BMW Group
Com as suas quatro marcas BMW, MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad, o BMW Group é o líder mundial no fabrico de automóveis e motociclos premium, prestando igualmente serviços financeiros de alta qualidade. A rede de produção do BMW Group inclui mais de 30 unidades de produção em todo o mundo; a empresa tem uma rede global de vendas em mais de 140 países. Em 2025, o BMW Group vendeu mais de 2.46 milhões de veículos de passageiros e mais de 202.500 motociclos em todo o mundo. O lucro antes de impostos no exercício de 2025 foi de 10.2 mil milhões de euros, sobre receitas no valor de 135.4 mil milhões de euros. A 31 de dezembro de 2025, o BMW Group tinha um efetivo de 154.540 colaboradores. O sucesso do BMW Group tem sido, desde sempre, construído numa ótica de longo prazo e assente numa conduta responsável. A Sustentabilidade é um elemento-chave da estratégia corporativa do BMW Group e abrange todos os produtos da cadeia de valores, desde a produção até ao fim de utilização de todos os seus produtos.
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